A temporada decorre, e nós com ela.
Tempo fluvial que nos arrasta montanha abaixo...
pela semana determinada,
a determinação é mera cúmplice do que é
e do que deve,
caminhos de cabras calcorreando-os
balindo alguma natureza por esquinas formais,
rocha, pedra pontualmente de apoio,
o meu blog hoje um outro exemplo disso
enquanto a mera síntese disso,
parando eu para pentear o desmazelo
que é esquecer-me com as mãos
enquanto fogem as palavras,
que não vocábulos,
verdade e só,
pelos transbordos ligeiros das margens
que se humedecem assim,
assistindo mormente.
Assim imagino o que flui
pelo insípido passado - passante -
que afinal está mais seco que molhado,
vestígio enlameado onde o rio prossegui.
Pouco é o meu leito, mesmo quando chove.
Quais mãos de bebé, carícia que se perde.
Salpicos na terra já antiga,
orgânica indiferente.
Ó, triste química, mundo,
gente a trovoar em meu peito
o seu mesmo exterior
e enxofre.
(Irrespirável.)
Vos lamento com todos os olhos,
desentendimento
no lapso planeado e cumprido de fazer
só porque é um acto o andar -
só porque é um trilho.
Discórdia íntima
- ó triste totalidade, genérico -
de ser convosco, ao vosso lado,
e ceder,
ceder-me, desejo simples e aberto,
ao resguardo cerrado da auto-estima -
eu endereçado o fútil zero -
inviável, e o resguardo ainda
de me perder pelas horas
deterioradas
que me envolvem como um lençol indesejado
apertando-me calor a torno
e fazendo-me sentir o meu suor
à sufocante medida que mergulho nele,
asfixiante resposta qualquer,
etiqueta e momento.
Ó, é o retorno,
a pequena ilusão, mil em uma,
a pausa de ao experimentar
- ritmo, réplica,
cumulativamente exaurindo -
me não poder experimentar,
me não conseguir...
E ei-lo, o desfecho trágico
com a subtileza do que é secundário
na vida, justamente.
Previsível, dir-se-ia... Pois,
que entretanto sou eu.